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Alimentação

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Quintais Orgânicos De Frutas

Embrapa Clima Temperado

O projeto busca contribuir com a sustentabilidade social, econômica e ambiental de públicos em situação de vulnerabilidade e de risco social, econômico e alimentar, principalmente agricultores familiares, assentados da reforma agrária, comunidades indígenas, quilombolas, alunos de escolas rurais e urbanas e instituições assistencialistas. Privilegia técnica conceitualmente os princípios da produção de base ecológica, abordando questões culturais, étnicas, ambientais, alimentares, econômicas e medicinais. O Quintal Orgânico é composto por um conjunto de 20 espécies de frutas de clima temperado, que incluem pêssego, figo, laranja, amora-preta, cereja-do-rio-grande, araçá amarelo e vermelho, goiaba, caqui, pitanga, romã, tangerina, limão, guabiju, araticum, uvaia, videira, jabuticaba, guabiroba e butiá, selecionadas em função de suas características nutricionais e funcionais, sendo cinco plantas de cada espécie. Além das espécies frutíferas, também estão inclusas cultivares de feijão, milho, batata doce e uma forrageira, bem como 12 espécies de plantas medicinais, totalizando 38 espécies diferentes. As tecnologias desenvolvidas de implantação e manutenção dos Quintais, assim como o conhecimento das propriedades funcionais dos alimentos, processo de verticalização ou transformação e agregação de valor aos alimentos deverão promover a inclusão social de beneficiários, bem como, viabilizar a geração de emprego e renda. Cada Quintal Orgânico constitui uma unidade demonstrativa ou de transferência de tecnologia dos produtos, processos e serviços gerados pela Embrapa.

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Quintais Produtivos Agroecológicos

Associação de Apoio ao Desenvolvimento Social Sustentável - Mandacaru

O quintal Produtivo Agroecológico é uma tecnologia de fácil replicação e possibilidade de ampliação conforme disponibilidade de espaço e recursos (modular), utilizamos espaçamento de 30mx30m, com grande diversidade de culturas agrícolas (utilizando mudas de Acerola, Pinha, Pitanga, Caju, Goiaba, Graviola, Banana, Abacaxi e Mamão; Manivas de Aipim; milho, variedade com mais de 10 tipos de hortaliças, abóbora, pimenta em sementes e ainda mudas de essências florestais e sementes de plantas medicinais), foi fornecido adubo orgânico (esterco) e orientado a produção de compostagem, defensivos e fertilizantes naturais.

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Quintais Produtivos Agroecológicos Alternativa Que Gera Vida E Renda

Instituto Cultural Boa Esperança

Agroecologia e gênero indicam como a relação gênero, meio ambiente e agricultura é solo fértil para pensar-agir em prol do feminismo como expressão de uma emancipação produtiva libertária. As mulheres têm muito a dizer sobre suas experiências e sobre as possibilidades de articulação dessas vivências com as políticas públicas. Esse caminho foi aberto por elas e continua sendo “feito ao caminhar”. Considerando as suas diferentes realidades, a necessidade de promover a igualdade de gênero e o combate a todas as formas de opressão, estimulamos a inserção produtiva, mediante a formalização da presença da mulher, através do empreendedorismo solidário inibindo a informalidade.

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Reciclar: Menos Lixo, Mais Segurança Alimentar

Prefeitura Municipal de Glaucilândia

Esta tecnologia social tem como princípio a limpeza dos quintais através da coleta seletiva de resíduos sólidos (metal, plástico, ferro velho, papelão) e óleo saturado proporcionando uma destinação correta dos resíduos coletados e em contrapartida promove a troca destes resíduos por mudas frutíferas, pintinhos ou sementes de hortaliças. Conscientiza os agricultores, promove a produção de alimentos a custo zero e a segurança alimentar, proporciona a diversificação de alimentos no quintal, melhora a renda, diminui focos de dengue, acidentes domésticos, mortalidade de animais pela ingestão de plástico e a contaminação do lençol freático e leitos dos córregos e rios.

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Rede Bodega De Comercialização Solidária

Cáritas Brasileira Regional Ceará

A Rede Bodega é uma Tecnologia Social constituída pontos fixos de comercialização coletiva e autogestionária denominados BODEGAS, presente em quatro territórios do Ceará, Vale do Jaguaribe - Bodega Nordeste Vivo e Solidário; Ibiapaba - Budega do Povo; Região Norte - Bodega Arcos; Fortaleza e Região metropolitana: Budegama e Bodega da Vila Mundo. A Rede Bodega trabalha com 200 famílias diretamente, estimulando processos de organização, a produção agroecológica, o consumo responsável e a comercialização solidária, gerando trabalho e crescimento econômico.

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Rede De Agroecologia Povos Da Mata

Associação Povos da Mata Atlântica do Sul da Bahia de Certificação Participativa

O Sistema Participativo de Garantia envolve um processo horizontal de avaliação da conformidade, no qual a decisão é compartilhada entre todos os participantes, isto é, ocorre a instituição de um poder compartilhado. As famílias envolvidas nesse processo são chamadas a terem pensamento e voz ativa, a serem colaborativas para que a rede se estruture e que a certificação participativa tenha credibilidade com respeito social, cultural e ambiental. É assim um espaço de articulação estruturada em rede de agricultores familiares, quilombolas, assentamentos, reservas indígenas, e pessoas envolvidas e simpáticas com a produção, processamento, comercialização e consumo de alimentos agroecologicos

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Rede De Multiplicação De Materiais De Plantio De Mandioca Com Qualidade Genética E Fitossanitária - Reniva

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa Mandioca e Fruticultura

A Rede de multiplicação e transferência de materiais propagativos de mandioca com qualidade genética e fitossanitária (Reniva) é uma concepção da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Mandioca e Fruticultura) que visa a produção em larga escala de materiais de plantio de mandioca com garantida sanidade vegetal, resistentes à seca e com identidade genética atestada, com foco no pequeno produtor rural. Criado em 2011 na Bahia, a Rede RENIVA visa solucionar uma das principais dificuldades dos pequenos produtores de mandioca – encontrar material propagativo (mudas, manivas -semente, miniestacas) com garantida qualidade para servir de lastro para a lavoura − e logo foi adotado pelo Plano Brasil sem Miséria (PBSM). A parceria estabelecida entre a Embrapa e o instituto Biofábrica da Bahia em torno do projeto gerou um protocolo inédito no mundo para produção de mudas mandioca em larga escala, devido a sua grande importância social por ser alternativa para pequenos produtores na geração de renda e segurança alimentar. O Projeto RENIVA apresentado, em 2011, à Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Mandioca e Derivados da Bahia, tornou-se uma das prioridades no planejamento estratégico, sendo adotado pelo governo do Estado da Bahia. Em maio de 2012, foi assinado, em Vitória da Conquista (BA), o termo de cooperação técnica entre os parceiros. No segundo semestre de 2011, a proposta do Reniva foi apresentada à Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Mandioca e Derivados da Bahia, tornando-se uma das prioridades no planejamento estratégico daquele fórum. Em seguida, iniciaram-se os entendimentos com a Seagri, que encampou a proposta, alinhando-a ao programa Vida Melhor, do governo estadual. Em maio de 2012, foi assinado, em Vitória da Conquista (BA), o termo de cooperação técnica entre os parceiros. São 11 estados contemplados pelo Reniva, que tem duração prevista de seis anos, entre eles: Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Bahia, Minas Gerais e Tocantins. Somente na Bahia onde o projeto teve início, 11 territórios de identidade participam do projeto. O primeiro lote de manivas continha 13 mil mudas de duas variedades: BRS Mulatinha e BRS Formosa e foi entregue em novembro de 2014 para um produtor no assentamento do Caxá, em Marcionílio Souza (BA), onde saiu dos campos experimentais da Embrapa, já indexado, ou seja, comprovadamente isento de vírus, com alta qualidade genética e fitossanitária. Genética porque é produto de pesquisa e tem origem e identidade comprovadas, e fitossanitária porque apresenta sanidade vegetal. Quem lidera esse trabalho nos territórios e organiza os multiplicadores são os parceiros, com o suporte da Embrapa. RENIVA criou uma nova dinâmica no sistema produtivo da mandioca que a comercialização de materiais de plantio a exemplo de sistemas mais organizados como o das grandes culturas. Com isso, hoje em dia o pequeno produtor de mandioca pode ser treinado a desempenhar uma nova profissão, que o habilita a obter renda a partir da produção não somente das raízes mas simultaneamente da venda das hastes, com garantida sanidade vegetal e identidade genética comprovada. Nos momentos de secas extremas na Região NE, a oferta de materiais de plantio da mandioca desaparece por completo deixando os produtores de base familiar completamente desprovidos do insumo básico para a formação de seus campos de produção de mandioca, que é a maniva-semente. Reniva lança mão de metodologias que garantam a sanidade das manivas-semente simultaneamente a produção de materiais de plantio em quantidade suficiente, durante todo o ano, para que os interessados possam contar com mudas ou manivas ou miniestacas em quaisquer períodos. Isso garante renda extra aos maniveiros, com profissionalismo e em caráter duradouro e empreendedor. Para o meio ambiente o resultado é a formação de lavouras uniformes, sem falhas, com elevadas produtividades.

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Rede Que Fortalece A Produção De Algodão Agroecológico E De Alimentos Na Paraíba

Rede Borborema de Agroecologia

Foi a produção do algodão agroecológico que estimulou os agricultores familiares a fundar o a Rede Borborema de Agroecologia (RBA). Esta associação tem como principal objetivo organizar os agricultores para desenvolver as atividades de certificação orgânica participativa. Durante todo seu processo de constituição e formação a RBA contou com a parceria das instituições ARRIBAÇÃ, EMBRAPA Algodão, Prefeitura Municipal de Remígio. Por isso, denominamos essa tecnologia social como uma Rede que fortalece a produção de algodão agroecológico e de alimentos na Paraíba. A cada ano, a RBA amplia sua área de atuação na agricultura agroecológica e na certificação participativa.

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Saberes E Sabores

Associação de Moradores da Enseada da Baleia

A Enseada da Baleia comunidade Caiçara, situada na Ilha do Cardoso- Cananéia/SP, em 1845 estabelece a primeira família. O local apresentava grande potencial para produção de peixe seco. Tal atividade passa por varias formas de gestão, iniciando com trabalho em condições análogas a escravidão, passando por um sistema mais humanizado com Antônio Cardoso que vai até seu falecimento em 2010. A união das mulheres, refez-se do trauma confeccionando artesanatos com redes de pesca, a economia solidária feminista deu um novo conceito, partilhando os recursos e valorizando as habilidades. Então, a secagem de peixe retorna com uma gestão nova e fortalecendo a comunidade.

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Sementes Crioulas: Produzindo Vida, Renda E Cuidando Da Biodiversidade

Associação Estadual dos Pequenos Agricultores de Goiás - AEPAGO

A utilização das sementes crioulas visa resgatar a biodiversidade, cultura dos povos, garantir a soberania alimentar e gerar renda. O resgate, multiplicação e distribuição de sementes realizado pela AEPAGO possui 11 anos. Já se produziu 1500 ton de sementes de arroz, feijão e milho. Possui duas linhas: com as famílias guardiãs que são acompanhadas e capacitadas para reproduzir as sementes e outra com famílias produtoras orientadas para a condução da lavoura. O trabalho é acompanhado por pesquisadores da EMBRAPA que promovem capacitações através de tecnologias simples e apropriadas para produção e armazenamento das sementes.

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