O
festival, realizado no CCBB Brasília, na última semana, contou com experiências
de todo o país que utilizam tecnologias sociais para enfrentar desafios em
áreas como educação, saúde, meio ambiente e geração de renda e reforçou a
proposta de promover trocas, fortalecer redes e impulsionar soluções que
contribuam para um Brasil mais justo, democrático e sustentável.
Promovido
pela Fundação Banco do Brasil, o evento contou com programação diversificada,
reunindo especialistas, gestores públicos, representantes da sociedade civil e
empreendedores sociais, mostra de tecnologia sociais, feira de
sociobiodiversidade, shows de jazz e MPB, e, claro, a cerimônia de premiação da
13ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social.
Na
abertura, a presidenta do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, reforçou a
importância das tecnologias sociais. “Este evento reconhece e valoriza
tecnologias sociais, destacando projetos que geram impacto real na vida das
pessoas. A Fundação Banco do Brasil é o coração social do nosso grupo e
reforça, a cada edição, o compromisso com soluções que transformam realidades
em todo o país”.
Em
sua fala, o presidente da Fundação BB, André Machado, destacou a relevância do
evento como um espaço de construção coletiva. “Este é um encontro que celebra a
capacidade do povo brasileiro de criar respostas coletivas e transformadoras
para os grandes desafios do nosso tempo”, afirmou. Ele também ressaltou o papel
das tecnologias sociais, que, segundo ele, “são iniciativas construídas com as
comunidades, pensadas para serem reaplicadas, sustentáveis e capazes de gerar
inclusão, autonomia, renda, dignidade e preservação ambiental, desenvolvidas
pelas próprias comunidades e, muitas vezes, em parceria com universidades
públicas, institutos federais e centros de pesquisa”,
O
CCBB-Brasília é parceiro da Fundação BB na realização do Festival de Soluções
Sociais. Para Camila Uemura, gerente geral da unidade, o evento evidencia a
força de uma atuação integrada, que une cultura, inovação e responsabilidade
socioambiental. “O festival se consolida como um espaço de articulação entre
diferentes atores e artistas, estimulando parcerias, ampliando o debate sobre
desenvolvimento sustentável e promovendo visibilidade para soluções que já
estão transformando realidades em todo o Brasil”, afirma.
Prêmio
Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social
Na
13ª edição do prêmio, a Fundação Banco do Brasil destinou até R$ 6 milhões em
premiação e certificação para fortalecer iniciativas de impacto social em todo
o país. Foram cinco vencedores na categoria Novas Tecnologias Sociais:
Afroteca, Dicionário Multimídia de Línguas Indígenas, Óleo no Ponto, Projeto
Fitoterápicos e Oficina Locomover; e dois na categoria Desafio Fundação Banco
do Brasil 40 anos: Oca um lugar para se ouvir e Centro Indígena de Aprendizagem
do Rio Negro.
A
seleção recebeu 1.107 inscrições, das quais 40 chegaram à etapa final e
participaram do Festival de Soluções Sociais para o Brasil. As 148 iniciativas
certificadas nesta edição passam a integrar a rede Transforma!, plataforma que
reúne mais de 900 tecnologias sociais reconhecidas por suas contribuições para
o desenvolvimento sustentável e a transformação social.
Realizado há mais de duas décadas, o prêmio é uma das principais iniciativas de reconhecimento e fortalecimento das tecnologias sociais no Brasil. Ao longo de sua trajetória, já destinou mais de R$ 22 milhões em investimentos para apoiar soluções capazes de promover inclusão social, geração de renda, desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida em diferentes territórios.
“A
tecnologia social das cisternas é um dos exemplos que mais nos orgulham. O que
começou como uma iniciativa apoiada pela Fundação BB tornou-se uma política
pública de alcance nacional. Quando uma solução dos territórios ganha escala,
ela transforma realidades e gera desenvolvimento sustentável”, afirmou o
vice-presidente de Governo e Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil,
José Ricardo Sasseron.
O presidente da Fundação Banco do Brasil, André Machado, destacou a relevância
das tecnologias sociais como ferramentas de transformação social e
desenvolvimento sustentável. “Este prêmio tem a cara do Brasil. É plural,
diverso e reúne iniciativas que demonstram a capacidade das comunidades de
criar respostas inovadoras para os desafios sociais. Todas as experiências que
chegaram até aqui já são vencedoras por promoverem transformações concretas na
vida das pessoas”, afirmou.
A ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, participou da cerimônia e
ressaltou a importância de valorizar iniciativas construídas nos territórios e
nas comunidades. “As tecnologias sociais valorizam os saberes dos territórios,
a força das comunidades e a riqueza da nossa cultura e ancestralidade.
Reconhecer essas iniciativas é fortalecer experiências que ajudam a construir
um país mais justo, sustentável e inclusivo”, destacou.
Acordos
de Cooperação
Durante
a programação, foram firmados importantes acordos de cooperação entre a
Fundação Banco do Brasil e os Ministérios da Educação, da Cultura e do
Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, com o objetivo de construir
estratégias comuns de atuação nos territórios.
Entre eles, está o acordo que prevê a
ampliação do acesso e da participação cultural, o fortalecimento de redes do
setor, a qualificação de espaços e o incentivo a práticas formativas, com foco
na produção local e nas tecnologias sociais.
A
programação também foi marcada pela assinatura de um acordo de cooperação entre
a Fundação Banco do Brasil e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e
Agricultura Familiar (MDA), voltado ao fortalecimento de ações em comunidades
tradicionais de todo o país.
A parceria prevê a implementação de iniciativas voltadas à inclusão produtiva,
geração de renda, etnodesenvolvimento, turismo comunitário, segurança hídrica,
preservação da biodiversidade e disseminação de tecnologias sociais em
territórios de povos e comunidades tradicionais presentes nos diferentes biomas
brasileiros.
Para
o presidente da Fundação Banco do Brasil, André Machado, a iniciativa fortalece
a construção de soluções desenvolvidas junto às comunidades. “Esse acordo
representa a união de esforços em favor de quem mais precisa. Queremos
construir soluções ao lado das comunidades, respeitando seus saberes e suas
realidades, para gerar oportunidades, fortalecer a autonomia das famílias e
promover desenvolvimento sustentável nos territórios”, afirmou.
O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura
Familiar, Eric Moura, destacou que a iniciativa reforça o compromisso do
Governo Federal com a valorização da agricultura familiar e dos conhecimentos
tradicionais. “Estamos fortalecendo a agricultura familiar praticada nos
territórios, que produz alimentos saudáveis e preserva saberes ancestrais
fundamentais para o desenvolvimento sustentável”, disse.
Conheça os vencedores
Ao
receber a premiação, o coordenador da Afroteca, Luiz Fernando França, destacou
a trajetória coletiva que deu origem ao projeto. “Esse prêmio é coletivo e
representa muito para todos nós. A Afroteca é uma tecnologia educacional
antirracista, amazônica, negra e quilombola, construída por muitas mãos. Nosso
desejo é “afrotecar” o Brasil a partir da Amazônia”, afirmou.
Afroteka
Outro destaque da premiação foi a Oficina Locomover, da Casa da Criança
Paralítica de Campinas, que atua na promoção da mobilidade e da inclusão de
pessoas com deficiência. Ao receber o prêmio, representantes da iniciativa
ressaltaram que o reconhecimento permitirá ampliar o alcance do projeto e
beneficiar ainda mais pessoas.
Também premiado na categoria, o projeto Óleo no Ponto, da Associação Saber e
Socializar (RJ), destacou o impacto do reconhecimento para as comunidades
atendidas. A coordenadora Adriana Moura afirmou que a premiação fortalece o
trabalho desenvolvido nos territórios. “Estar aqui já é uma vitória. Levar esse
prêmio para o nosso território e para as mulheres que constroem esse projeto é
ainda mais especial”, disse.
Óleo no Ponto
Lucilene Silva, coordenadora da Oca Escola Cultural, dedicou a premiação às mulheres e mestras que preservam os saberes tradicionais. “Este prêmio reconhece quem mantém vivas essas tradições e garante sua continuidade para as novas gerações”, destacou.
A
conquista também foi celebrada por Arlindo Baré, idealizador do Centro de
Aprendizagem Indígena do Rio Negro. “Em nome dos 23 povos indígenas do Rio
Negro, recebemos este prêmio com muita gratidão. Mais do que um reconhecimento,
ele representa a oportunidade de dar continuidade ao nosso trabalho e
fortalecer iniciativas construídas coletivamente em nossos territórios”,
comentou.
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