Objetivo
Promover a educação ambiental e a sustentabilidade urbana, transformando áreas degradadas em laboratórios práticos de agroecologia, compostagem, produção de alimentos e gestão de resíduos.
Problema Solucionado
O Quintal Verde soluciona o problema da destinação inadequada de resíduos orgânicos urbanos, que representam uma grande parcela do lixo enviado aos aterros, juntamente com a falta de espaços públicos de educação ambiental e práticas agroecológicas nas comunidades.
Ao transformar o resíduo em composto orgânico de alta qualidade (Tecnologia Social), o projeto:
- Reduz o impacto ambiental (menos lixo no aterro e menos emissão de gases).
- Gera um insumo para agricultura urbana.
- Promove a segurança alimentar por meio do programa Baldinho Verde (troca de resíduo por hortaliças).
- Recupera áreas antes usadas para descarte irregular.
Descrição
O Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) consolidou sua atuação na cidade, além do saneamento básico, por meio de uma forte agenda de Educação Ambiental e Participação Social. A autarquia integra historicamente seus serviços, como a gestão de resíduos sólidos, com programas que visam a mobilização comunitária. Exemplos notáveis incluem o desenvolvimento do Plano de Comunicação e Educação Ambiental Participativa (PCSEAP) e o investimento em projetos como o Água, Câmera e Ação, que busca a formação ambiental, alcançando, inclusive, líderes comunitários para disseminar melhorias no Jardim Santo André e outras áreas. Essa atuação se manifesta em projetos de impacto social direto, como a parceria com entidades assistenciais para transformar as Estações de Coleta (ecopontos) em centros de solidariedade. O Semasa gerencia a destinação de milhares de itens doados anualmente, como roupas e calçados, para famílias em situação de vulnerabilidade, por meio de aproximadamente 20 instituições parceiras, reforçando a governança entre poder público e terceiro setor. Iniciativas como o Breshopping Sustentável e a Gincana Ecológica utilizam o reaproveitamento desses itens, atendendo diretamente a população carente e promovendo a dignidade. Mais recentemente, o Semasa tem intensificado a participação cidadã e a inovação socioambiental. Programas como o Moeda Verde (que troca recicláveis por alimentos) e o Quintal Verde (educação em agroecologia e compostagem) demonstram o compromisso com a mitigação das mudanças climáticas e a segurança alimentar, estabelecendo políticas permanentes na cidade. Além disso, a autarquia abriu canais como consultas públicas e editais para financiar projetos ambientais da sociedade civil, ampliando a diversidade de grupos e a voz da comunidade nas discussões e ações ambientais do município.
O projeto Quintal Verde gera um impacto significativo e multifacetado, com fortes evidências operacionais e qualitativas, focando na solução do problema da destinação inadequada de resíduos orgânicos urbanos. O principal impacto ambiental e econômico reside na Transformação de Resíduos: o projeto adota a compostagem como Tecnologia Social, convertendo o resíduo orgânico em composto orgânico de alta qualidade. Este processo não apenas reduz o volume de lixo destinado ao Aterro Sanitário, diminuindo consequentemente a emissão de gases de efeito estufa (GEE) associada a aterros, mas também gera um insumo valioso para a agricultura urbana.
A Integração Logística e o impacto Social e Comunitário são evidenciados pela articulação do Quintal com programas de participação popular. O local funciona como um ponto de troca do Baldinho Verde, um indicador de interação direta, onde moradores levam seus resíduos em troca de hortaliças. Este sistema de Promoção da Segurança Alimentar incentiva a prática da separação na fonte, estabelecendo um vínculo direto e benéfico entre o cidadão e a gestão ambiental municipal. A logística se estende, comprovando a eficácia operacional, ao receber resíduos oriundos das feiras livres próximas para compostagem.
Do ponto de vista Físico e Institucional, o programa demonstra Multi-dimensionalidade e Requalificação Urbana. O projeto foi financiado pelo Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano para recuperar áreas antes usadas para descarte irregular, transformando-as em centros de convivência, aprendizado e preservação ambiental. Essa intervenção comprova o impacto sistêmico e a abrangência da iniciativa, que atua simultaneamente em dimensões Institucionais (governança), Físicas (infraestrutura), de Conhecimento (educação ambiental) e Econômicas (redução de custos com aterro e geração de insumo).
Recursos Necessários
Em termos de Recursos Humanos, equipe multifuncional: Coordenadores/Técnicos para gestão e articulação comunitária; Engenheiro Agrícola para oficinas práticas em agroecologia e compostagem; Educadores Ambientais para as visitas monitoradas; Agentes de Operação/Manutenção para o manejo da compostagem, horticultura e infraestrutura; Apoio Administrativo para gerenciar o programa Baldinho Verde e a logística de resíduos de feiras. Recursos Materiais e de Infraestrutura abrangem a requalificação da área (cercamento, drenagem, etc.), a montagem das estruturas de Compostagem (pátio, baias e materiais de balanceamento: serragem e folhas) e Vermicompostagem (caixas e minhocas). Para a área de Agroecologia, são necessários insumos agrícolas (terra, mudas, sementes, adubo), materiais para o Viveiro de Mudas, e itens para a Horta Educativa e Jardim Sensorial (canteiros elevados). É crucial a instalação de Tecnologias Sustentáveis, como sistemas de captação de água da chuva (cisternas) e painéis de energia solar.
Os Equipamentos e Ferramentas incluem itens operacionais como pás, enxadas, caixas vazadas, carrinhos de mão e EPIs. Para o monitoramento técnico, são necessários termômetros. Utensílios como balanças e recipientes são essenciais para o Baldinho Verde, além de placas de Comunicação acessíveis (braile). O investimento inicial cobre a requalificação, reforma do reservatório de água (Arena Água Viva) e a compra de equipamentos duráveis. Manutenção: folha de pagamento e insumos.
Resultados Alcançados
Em cerca de cinco meses de funcionamento (inauguração em abril de 2025), o espaço ultrapassou a marca de seis toneladas de resíduos orgânicos recebidos e processadas, que foram transformadas em composto orgânico de alta qualidade. Esse volume de resíduos orgânicos, que seria destinado ao Aterro Sanitário, foi desviado para a compostagem, prolongando a vida útil do aterro e contribuindo para a mitigação de gases de efeito estufa (GEE). O programa correlacionado, Baldinho Verde, que permite a troca de resíduos por hortaliças ou composto, envolve quase 100 moradores desde o seu lançamento, sendo que 60 deles realizam trocas semanais de forma ativa, evidenciando um engajamento comunitário robusto. No início as trocas eram realizadas apenas uma vez por semana, mas a adesão foi tanta que a ação foi ampliada para mais um dia da semana, atendendo mais moradores e moradoras que geravam muito resíduo em suas casas.
Além disso, o espaço recebe visitas focadas em práticas de sustentabilidade ambiental, como escolas públicas e privadas, de ensino infantil ao superior, entidades assistenciais e grupos de servidores públicos, e diversos munícipes. De começo de maio até final de outubro foram quase 400 visitantes, além dos moradores que aderiram ao baldinho verde.
O município já se comprometeu a replicar essa iniciativa para mais nove locais na cidade e em breve será inaugurado o segundo espaço, assim, aumentando as alternativas de destinação correta dos resíduos orgânicos e trabalhando a compostagem de forma descentralizada, causando menor impacto na logística de destinação.
Público atendido
Adulto
Agricultores
Agricultores Familiares
Adolescentes
Alunos do Ensino Básico
Alunos do Ensino Superior
Alunos do Ensino Médio
Alunos do Ensino Fundamental
Crianças
Gestores Públicos
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