Objetivo
Promover a valorização e difusão da herança cultural afro-indígena de Pernambuco, com foco em Igarassu. O Festival destacou o protagonismo feminino nas tradições e resistências, reafirmando a importância dos saberes ancestrais (como a Jurema Sagrada) para uma sociedade mais justa, diversa e inclusiva, funcionando como um laboratório de sustentabilidade
Problema Solucionado
O Festival Cultural INHAMÃ foi concebido como uma resposta tecnológica integral à tríade de crises em Igarassu: Desigualdade Estrutural, Gap Tecnológico Feminino e Racismo Ambiental.
1. Protagonismo e Reversão da Invisibilidade (ODS 10) O Festival promoveu o protagonismo afro-indígena. Impacto: Contratou 250 fazedores/as; dedicou 70% da programação a mulheres afro-indígenas. Ações:Credenciamento, Feira de Empreendedorismo, Mostra Audiovisual e Literária, oficinas,programação de shows,rodas de saberes PE e RS
2. Combate ao Gap Tecnológico Feminino (ODS 5 e ODS 8) - A curadoria intencional para mulheres buscou autonomia econômica, combatendo o "Gap Tecnológico".
Capacitação Digital: Workshop “Gestão Financeira e Marketing Digital” e Mentorias.
Equidade: Oficinas de Letramento Racial, Igualdade de Gênero e Oficina Teatral.
3. Adaptação Climática e Justiça Ambiental (ODS 11 e ODS 13)
O INHAMÃ enfrentou o Racismo Ambiental, integrando inovação social e foco na adaptação climática. Ancestralidade: Exposição “Caminhos das Águas” e Celebração à Jurema Sagrada Desfile de Moda e.Sustentabilidade: Curso Nupdecs Mulheres Igarassu e Programa Carbono Neutro dentro da agenda do Plano Clima.
Descrição
Metodologia e Desenvolvimento da Iniciativa
A metodologia do Festival INHAMÃ pauta-se na interseccionalidade e cocriação territorial, validando-o como uma Tecnologia Social replicável de governança compartilhada.
1. Governança e Estrutura Metodológica O processo é liderado por mulheres negras afro-indígenas, com a meta de 70% de protagonismo feminino e 50% de contratação local (Igarassu). Estrategicamente alinhado como Encontro Pré-COP 30 (apoio CNODS Brasil e UBM-Brasil), o festival conecta Igarassu, Olinda e Recife na pauta de Justiça Climática, utilizando a cultura como ferramenta de resiliência.
2. Articulação de Redes e Parcerias Estratégicas A força da iniciativa reside em uma complexa rede institucional:
Clima e Sustentabilidade: Em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, GIZ (Agência de Cooperação Alemã), Defesa Civil e UNICAP, realizou-se o curso NUPDEC Mulher. Esta formação capacitou mulheres em vulnerabilidade para a gestão de riscos climáticos. A UPE (Programa de Descarbonização) garantiu a certificação Carbono Neutro do evento, alinhando-o aos ODS 11 e 13.
Fomento e Bioeconomia: O Ministério do Empreendedorismo e o Banco do Nordeste apoiaram a FEMAI (Feira de Empreendedorismo Afro-Indígena), fortalecendo a cadeia produtiva da cultura e a autonomia financeira feminina (ODS 5 e 8).
Educação e Equidade: A Prefeitura do Recife (Projeto EMPODERA) e a Prefeitura de Igarassu (Secretarias de Cultura e Educação) viabilizaram o uso de equipamentos públicos e a participação estudantil em mostras literárias e audiovisuais.
3. Execução, Território e Intercâmbio A legitimidade do festival ocorre na ocupação de territórios tradicionais como o Quilombo Cuieiras, o Espaço Truká e terreiros como o Ilê Axé Xangô Ayrá Igbonã e Yá Marisqueira, que sediaram as Rodas de Saberes.
Pampa no Mangue: Através da iniciativa Beats e Tambores, promoveu-se o intercâmbio entre mestres e artistas do Rio Grande do Sul e Pernambuco, integrando tecnologias ancestrais de percussão e resistência cultural.
Validação por Meio da Arte: O desfile “Juremas e Matas” e a curadoria audiovisual (parceria Cineclube Malunguinho) utilizaram o corpo e a imagem como instrumentos de defesa ambiental (mangue e nascentes), concretizando o ODS 18 (Cultura e Desenvolvimento).
Esta rede de cooperação internacional, nacional e local garante a replicabilidade da metodologia e a sustentabilidade das ações de justiça racial e climática.
Recursos Necessários
Recursos Necessários: Espaços e Logística Territorial
A execução do Festival Inhamã como Tecnologia Social ocorre por meio da ocupação estratégica de espaços e da garantia de mobilidade para o público-alvo. Os recursos são:
1. Espaços Físicos e Estrutura: Utilização de polos territoriais (centros de artes, escolas, terreiros e quilombos) para a realização de oficinas, rodas de diálogo e apresentações. Inclui a locação de palco, som, iluminação, banheiros químicos, grids, LED, toldos e barracas para a FEMAI, garantindo a infraestrutura necessária para o suporte do evento.
2. Logística Escolar e Traslados: Locação de transporte (ônibus/vans) para viabilizar a participação de estudantes da rede pública na Mostra Audiovisual e na Exposição Fotográfica "Caminhos das Águas". Inclui locação de automóvel para suporte à equipe e traslados de mestres, mestras e convidados entre os polos do território.
3. Capital Humano e Acessibilidade: Contratação de 40 profissionais (produção, técnicos, segurança e limpeza), oficineiros, modelos locais e intérpretes de Libras. Garante-se alimentação para a equipe e lanches para os grupos artísticos, além de hospedagem para a equipe residente e convidados.
4. Insumos e Comunicação: Camisas de identificação, material gráfico pedagógico, insumos para vivências (grafite e culinária ancestral/Ajeum) e serviços de gestão ambiental para certificação de Carbono Neutro.
Resultados Alcançados
Resultados Alcançados: Impacto Social, Cultural e Climático
A implantação do Festival INHAMÃ consolidou-se como uma Tecnologia Social de alto impacto, unindo ancestralidade e inovação. O acompanhamento foi realizado via listas de presença, avaliações pós-oficinas, monitoramento de vendas e relatórios ambientais.
1. Resultados Quantitativos
Educação e Formação: Realização de 12 workshops com mais de 500 participações diretas. Destacam-se a formação de 25 mulheres no curso NUPDEC Mulher (Defesa Civil Comunitária) e o envolvimento de 150 estudantes em ações de educação patrimonial.
Economia Criativa: A FEMAI reuniu 50 empreendedoras afro-indígenas, com 15 mentorias individuais em gestão e marketing digital.
Empregabilidade e Gênero: Foram geradas 250 contratações diretas, assegurando 70% de protagonismo feminino e 50% de mão de obra local de Igarassu.
Justiça Climática: O evento obteve certificação Carbono Neutro, mitigando impactos ambientais e educando sobre a preservação de nascentes e gestão de resíduos.
2. Resultados Qualitativos
Identidade e Pertença: As Rodas de Saberes e Mostras Audiovisuais promoveram cura e pertencimento, legitimando a Jurema Sagrada como saber científico e espiritual.
Protagonismo Feminino: O Desfile de Moda e danças afro elevaram a autoestima e a percepção das participantes como agentes econômicas e líderes comunitárias.
Conexão Territorial: O intercâmbio "Pampa no Mangue" unificou mestres do Sul e Nordeste, fortalecendo a rede nacional de proteção às culturas de terreiro e à justiça climática.
3. Metodologia de Acompanhamento O monitoramento foi sistemático, utilizando a Escuta Afetiva (rodas de diálogo), registros audiovisuais para documentação de memória e validação técnica de indicadores de neutralização de carbono. A iniciativa fortalece os ODS 5, 10, 11, 13 e 18.
Público atendido
Adolescentes
Adulto
Alunos do Ensino Básico
Alunos do Ensino Fundamental
Crianças
Famílias de Baixa Renda
Jovens
Lideranças Comunitárias
Mulheres
População Ribeirinha
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