Objetivo
Garantir meios de expressão para que cada criança e adolescente em situação de acolhimento elabore e se aproprie de sua história passada e presente.
Dentre os Objetivos Gerais estão:
● Criar oportunidades que colaborem para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes quevivem nos serviços de acolhimento selecionados, através de espaços de expressão, brincadeiras econversas, bem como acesso à cultura e ao conhecimento;
● Oferecer oportunidades para que cada criança e adolescente conheça a sua origem pessoal, familiar ecultural, através dos livros e do registro da própria história;
● Colaborar com a formação leitora das crianças e adolescentes, através dos encontros de mediação deleitura;
● Auxiliar a identificação de seus gostos, preferências e potenciais, descobrindo e fortalecendo suasidentidades;
● Criar mecanismos de sustentabilidade do projeto por meio da formação de multiplicadores capazes de replicar a metodologia.
Problema Solucionado
Crianças e adolescentes que estão acolhidos nos abrigos passam, por meio dessa tecnologia social, a ser atendidos a partir de suas histórias pessoais e familiares. Deixam de ser "uma massa de crianças e adolescentes em vulnerabilidade" e passam a ser, cada um, um indivíduo singular e imbuído de seus direitos. Cada um passa a ser protagonista de sua história, falando de seu passado, expressando-se no presente e planejando seu futuro em conjunto com os adultos (técnicos e educadores) responsáveis por eles naquele momento. Os Planos Individuais de Atendimento (PIAs), previstos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e pela Lei n. 12.010 de novembro de 2009, passam a ter uma estratégia para serem construídos. A fim de se formar um plano individualizado de atendimento, as crianças e os adolescentes, respeitadas suas etapas de desenvolvimento, serão escutados, incluídos e, portanto, protagonistas das histórias deles.
Os benefícios da leitura na infância são amplamente conhecidos e comprovados porpesquisas acadêmicas no mundo todo. Segundo Klein (2018), "A Literatura Infantil tem um grandesignificado no desenvolvimento de crianças de diversas idades, onde se refletem situaçõesemocionais, fantasias, curiosidades e enriquecimento do desenvolvimento perceptivo. Para Pinto (apudRUFINO e GOMES, 1999), a leitura de histórias influi em todos os aspectos da educação e na formaçãoleitora da criança: na afetividade: desperta a sensibilidade e o amor à leitura; na compreensão:desenvolve o automatismo da leitura rápida e a compreensão do texto; na inteligência: desenvolvea aprendizagem de termos e conceitos e a aprendizagem intelectual. É importante ressaltar também opapel da leitura no desenvolvimento social e cultural do leitor: quando a criança entra em contato comnarrativas diversas, ela desenvolve a empatia e a sua forma de estar no mundo, se apropriando deelementos de sua cultura. Como sujeitos da cultura escrita, oral e estética, o desenvolvimento de umacriança e adolescente enquanto leitor e escritor é construído ao longo de uma vida. Ter acesso aos livrosé um direito e quanto mais cedo a criança ou adolescente entra em contato com a literatura,maiores as chances de se tornarem leitores e escritores fluentes. As crianças e adolescentes atendidospelo projeto, por viverem em abrigos institucionais, possuem menos oportunidades de contato com aliteratura. Através da mediação de leitura realizada por um adulto próximo, com quem possuem umarelação de confiança e afeto, é possível garantir o acesso aos livros e receberem apoio na formaçãoleitora. Além disso, os abrigos institucionais não são equipados, em sua maioria, com acervosbibliográficos diversificados e, tampouco, com espaço de leitura apropriado. Vamos a umabreve explanação sobre as particularidades do acolhimento no Brasil. O acolhimento é uma medida deproteção, de caráter provisório, prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente, para garantir osdireitos destas quando violados. Segundo dados do CNJ, há hoje no Brasil 30.748 crianças eadolescentes acolhidos. Os principais motivos de acolhimento são negligência, responsáveisdependentes químicos/alcoolistas, violência doméstica, física, situação de rua, carência de recursos dafamília, violência doméstica sexual e orfandade. No final da década de 1990 ocorreu o desmonte dasgrandes instituições de acolhimento, que se pautavam pelo modelo de uma instituição fechada etotalitária onde todos os recursos de convivência social, desde a escola até o acesso à saúde ficavamtodas dentro de um mesmo espaço, semelhante aos manicômios e prisões, e a convivência social efamiliar era esporádica e pouco estimulada. Com o processo de luta social e implementação do Estatutoda Criança e do adolescente (ECA), houve expressivas transformações ao que se refere àsantigas práticas dos orfanatos e que, por vias legais, passaram por adequações e os serviços deacolhimento tornam-se dispositivos de garantia de direito. Com atendimento personalizado, as criançase adolescentes passaram a ser compreendidos como sujeitos de direitos, com atenção prioritáriada sociedade e do Estado, por serem pessoas em condição peculiar de desenvolvimento e com direitos assegurados à vida, saúde, alimentação, profissionalização, esporte, lazer, cultura, dignidade,respeito e liberdade, convivência familiar e comunitária.
Além de terem vivido uma situação delicada, que os levaram ao acolhimento, tais criançase adolescentes vivenciaram perdas diversas: de sua família e comunidade, de sua casa, depessoas próximas, de amigos, da escola etc. Nesse contexto, a criança e o adolescente acolhidosnecessitam dos adultos para entenderem as condições que os levaram ao acolhimento, para teremsuas angústias e sofrimentos reconhecidos e compreendidos e para ajudá-los a se desenvolverplenamente. Esse processo de reparação exige a presença de pessoas preparadas para olhá-los de formasingular, levando em conta suas histórias de vida, seu contexto sociocultural e sua potência.
O serviço de acolhimento deve ser um espaço no qual as crianças e os adolescentes se sintam protegidose criem vínculos de confiança que favoreçam o desenvolvimento da autonomia, criatividade ecapacidade de projetar o futuro. No entanto, a rotina de um serviço de acolhimento, que atende emmédia 20 crianças e adolescentes, é corrida, cheia de tarefas e emergências. Nesta dinâmica,educadores se focam em ações como dar banho, comida, levar à escola, ao médico, mediar conflitos,restando poucos momentos para atividades compreendidas como menos urgentes, mas não menosimportantes, como ler livros, aproximá-los de recursos culturais, incentivá-los a desenvolver o hábito daleitura e conversar afetivamente com eles sobre suas histórias.
Além disso, parte dos educadores que trabalham nos abrigos são adultos com baixa formação escolar eque tiveram poucas oportunidades de se relacionar com os livros e viver experiências literárias em suasformações. Dessa forma, crianças e adolescentes têm pouco acesso aos livros, pois não há adultosdisponíveis para aproximá-las desse importante bem cultural. Além disso, ficam sem o registro de suashistórias. Seu passado fica guardado em prontuários restritos aos profissionais. Seu presente,desenvolvimento, rotina e a relação com pessoas significativas não são registrados em um documentopessoal. Através da mediação de leitura e do registro das histórias de cada criança e adolescente, feito junto a um adulto, e por meio de atividades artísticas e lúdicas, o projeto abre espaço para seexpressarem e compartilharem cultura, ações fundamentais para que sejam capazes de construir umfuturo diferente, sem repetir as situações de violação de direitos a que foram submetidos.
Descrição
O Fazendo Minha História é uma metodologia sistematizada de trabalho com histórias de
vida e foi criado para contribuir com o processo de formação e fortalecimento da identidade através
da valorização e preservação da história individual e familiar. Mesmo quando o histórico vivido junto
à família impede que o contato com ela continue, é direito da criança ou adolescente conhecer sua
origem e os motivos do acolhimento.
Muitas vezes as crianças que crescem em serviços de acolhimento tornam-se adultos sem
memória: não possuem fotos da infância, dados sobre o próprio desenvolvimento, informações
sobre o período que estiveram acolhidas, pessoas importantes, momentos especiais; enfim, coisas
que só quem conviveu com elas poderia contar e que compõem sua identidade.
Ao se propor a realizar um trabalho direto com as crianças e adolescentes, atuando a partir
de suas histórias de vida, o FMH também atua no contexto onde ela está inserida, propondo
reflexões institucionais, discussões sobre o momento de vida de cada um e contribuindo com
possíveis encaminhamentos. Dessa forma, o projeto oferece suporte para o constante
aprimoramento do atendimento oferecido às crianças e adolescentes que vivem no serviço parceiro.
ATORES ENVOLVIDOS:
- Todas as crianças e os adolescentes acolhidos no serviço. Cada um deles terá um
colaborador voluntário que realizará os encontros semanais para mediação de leitura e registros de
suas histórias pessoais e familiares.
- As famílias das crianças e adolescentes - quanto mais puderem fazer parte do processo de
resgate e registro da história de vida das crianças e adolescentes, maiores as chances uma
reintegração familiar bem sucedida.
- Os educadores e funcionários do apoio são fundamentais, pois conhecem melhor as
crianças e adolescentes, sabem de seus medos e desejos, bem como de suas histórias cotidianas e
trajetórias pessoais. Participam compartilhando informações com os colaboradores, fazendo
mediações de leitura, tirando fotos, deixando depoimentos nos álbuns. É uma oportunidade para os
profissionais se aproximarem das crianças e adolescentes, fortalecendo o vínculo com eles e
conversando afetivamente sobre suas histórias. Alguns educadores escolhem participar como
colaborador de uma criança.
- Os técnicos (através da composição de uma dupla gestora) do serviço são os responsáveis
por garantir o funcionamento do projeto no cotidiano: a gestão (vide detalhamento de funções do
gestor no final deste programa). A equipe técnica precisa ter compreendido e se “encantado” com a
oportunidade desta parceria, esforçando-se para que ela renda bons frutos.
- Os colaboradores trabalharão semanalmente com 2 crianças ou adolescentes por uma hora
com cada, durante ao menos 1 ano e preferencialmente durante todo o período de acolhimento.
- a equipe técnica do Fazendo Minha História, que realiza a formação inicial dos voluntários
(com duração de 9 horas), plantões para voluntários na sede do Instituto e reuniões regionais de
rede com os técnicos dos serviços de acolhimento regionais. Além disso, está disponível por e-mail
ou telefone para dar suporte aos colaboradores voluntários e à equipe técnica dos serviços.
METODOLOGIA:
O Fazendo Minha História é realizado através de dois triângulos metodológicos. O primeiro é
composto pelo tripé VÍNCULO/ ÁLBUNS / LIVROS. O segundo tripé diz respeito à FORMAÇÃO /
ESTRUTURA / GESTÃO.
Para garantir o fortalecimento dos VÍNCULOS afetivos, a construção dos ÁLBUNS e a relação
prazerosa das crianças com os LIVROS, o projeto prevê:
1) Encontros individuais entre colaboradores e crianças/adolescentes - Acontecem uma
vez por semana e têm duração de uma hora. O espaço deve ser reservado para que os
jovens se sintam seguros e confortáveis para compartilhar suas vivências. As atividades
são planejadas pelo colaborador a partir do interesse da criança ou adolescente. Tais
atividades envolvem, sobretudo, construção do álbum de histórias e leitura de livros,
mas podem também contar com jogos, brincadeiras, desenhos, entre outras
possibilidades. O Fazendo Minha História construiu, ao longo dos anos, um banco de
atividades (disponível no guia para abrigos e colaboradores e no site
www.fazendohistoria.org.br) que oferece um bom apoio para o colaborador.
2) Sessões de mediação de leitura realizados pelos educadores da casa – Além dos
encontros individuais, é importante oferecer outros espaços de mediação de leitura e
contato com os livros no dia-a-dia da casa. Rodas de leitura garantem a vida da biblioteca
no cotidiano da instituição, a valorização dos livros e aproximação afetiva entre
educadores, crianças e adolescentes.
3) Encontros com as famílias – os encontros do projeto podem ser muito potentes para
aproximar e contribuir com o vínculo entre as crianças/adolescentes e suas famílias!
Sempre que possível, desejamos que os colaboradores, em comum acordo com as
equipes dos serviços, desenvolvam encontros com as famílias, sejam biológicas ou
adotivas. Estes encontros são organizados com antecedência pela equipe técnica do
serviço. Para auxiliar no trabalho com as famílias e planejamento desses encontros
criamos um guia chamado “Metodologia de trabalho com histórias de vida na promoção
de convivência e fortalecimento de vínculos familiares”
(https://static1.squarespace.com/static/56b10ce8746fb97c2d267b79/t/58a318c3f5e231
a78e36f0ae/1487083741923/Guia+de+Fam%C3%ADlias.pdf
A FORMAÇÃO contempla as seguintes ações promovidas pelo serviço de acolhimento e pelo
Instituto Fazendo História:
1) Apresentação do projeto para toda equipe da casa - São apresentados os princípios,
objetivos e estratégias do projeto, instrumentalizando os gestores para a organização do
projeto no dia-a-dia da casa e sensibilizando os educadores para a importância do
trabalho com histórias de vida.
2) Formação dos voluntários (3 encontros de 3 horas cada) – Explicação sobre o contexto
do acolhimento, suas leis e princípios, contrato do colaborador, objetivos e metodologias
do projeto.
3) Reuniões de rede – Uma vez por mês a equipe técnica do Fazendo Minha História se
reúne com técnicos dos serviços de acolhimentos de uma determinada região. O objetivo
é apoiar a gestão do projeto, trocar informações, refletir sobre casos e desafios na
condução do Fazendo Minha História. Além desses encontros mensais, a equipe técnica
do Fazendo minha História está sempre disponível através de e-mails e telefonemas.
4) Supervisão dos colaboradores realizada pelo serviço de acolhimento – É planejada e
conduzida pelos técnicos do serviço mensalmente. Espaço para que o grupo de
colaboradores compartilhe ideias, dificuldades, angústias, reflita sobre os encontros com
as crianças e sobre os registros dos álbuns.
5) Plantões – Espaço mensal conduzido pela equipe do Instituto com objetivo de oferecer
orientações e refletir com os colaboradores sobre os bebês, crianças e adolescentes,
sobre a metodologia do projeto e sobre a parceria com o serviço de acolhimento. Trata-se
de uma oportunidade de diálogo, suporte e formação contínua.
Organizar uma ESTRUTURA FÍSICA E MATERIAL é essencial para a realização do Fazendo
Minha História no serviço de acolhimento, garantindo um espaço aconchegante e individualizado
para os encontros entre os colaboradores voluntários e os bebês, crianças e adolescentes que estes
acompanham. A estrutura necessária é composta por:
1) Biblioteca – Espaço aconchegante e convidativo com mobiliário que favoreça a
aproximação dos jovens com os livros.
2) Livros infanto-juvenis – O universo dos livros enriquece o cotidiano das crianças e
adolescentes e proporciona o acesso a recursos intelectuais e emocionais para que
possam lidar com as suas histórias pessoais e familiares, construindo formas ativas e
criativas de fazer parte deste mundo. É importante garantir que o acervo tenha uma
variedade de títulos, autores e editoras!
3) Álbuns – Cada criança ou adolescente registrará nele aspectos de sua história pessoal e
familiar, passada e presente.
4) Verba para revelação de fotos – As fotos enriquecem e valorizam as páginas dos álbuns.
Não é necessária uma grande quantia de fotos para construir páginas bonitas e de
qualidade!
5) Guias e material de apoio para equipe da casa e colaboradores – Ferramentas para
melhor desenvolvimento do trabalho, que podem ser encontrados no site do Instituto,
no kit de replicação FMH (maleta azul).
6) Kit com materiais gráficos – Permite a construção dos álbuns. É importante garantir uma
variedade de recursos gráficos para a construção de páginas bonitas e de qualidade.
A GESTÃO do projeto é realizada pelos técnicos do serviço de acolhimento, que designa uma
dupla de profissionais para assumir as seguintes responsabilidades:
Divulgar o projeto na comunidade, buscando novos voluntários para o trabalho.
Realizar a primeira visita de cada colaborador.
Organizar a grade de horários dos encontros entre crianças/adolescentes e
colaboradores.
Organizar um sistema eficiente de comunicação com os colaboradores via e-mail,
WhatsApp e telefone, avisando-os com antecedência sobre imprevistos que impeçam a
realização dos encontros.
Avisar com antecedência ao colaborador quando a criança ou adolescente não puder
estar presente em um dos encontros semanais.
Realizar, mensalmente, a supervisão dos colaboradores. A participação de educadores
nestas reuniões enriquece a atuação do projeto na instituição.
Compartilhar com cada colaborador fatos importantes e relevantes sobre a vida das
crianças e adolescentes que participam do projeto, durante as supervisões e, quando
necessário, individualmente.
Acompanhar os registros realizados nos álbuns, garantindo a construção de páginas de
qualidade, recheadas de conteúdo e diversidade de recursos gráficos.
Pensar e desenvolver estratégias para envolver todos os profissionais da casa,
principalmente aqueles que participam diretamente do cotidiano das crianças, na
realização das mediações de leitura e outros usos dos livros no dia a dia da casa.
Incentivar e ajudar a organizar a participação das famílias nos encontros do FMH.
Comparecer nas reuniões de rede, compartilhando as conquistas e dificuldades do
projeto e encontrando caminhos para resolvê-las.
Organizar o local onde guardar os álbuns. É necessário que eles sejam guardados em
lugar protegido, evitando que sejam estragados ou que seu conteúdo seja acessado sem
a autorização da criança ou adolescente.
Organizar com regularidade a biblioteca: garantir que os livros fiquem acessíveis às
crianças e adolescentes; verificar se há livros sumidos e/ou estragados, de forma a
procurá-los na casa e repará-los com as crianças.
Zelar pelos materiais gráficos de uso coletivo dos colaboradores.
Promover o registro fotográfico do cotidiano e momentos especiais para as crianças e
adolescentes.
Organizar o sistema de revelação das fotos e sua disponibilização aos colaboradores.
Garantir que a criança ou adolescente leve consigo seu álbum em qualquer caso de
encaminhamento ou adoção.
O Instituto Fazendo História se compromete com a FORMAÇÃO e GESTÃO da metodologia
da seguinte forma:
Mobilização, formação e encaminhamento de novos colaboradores ao serviço de
acolhimento.
Plantões mensais para colaboradores na sede do Instituto.
Reuniões de rede para técnicos dos serviços de acolhimento de uma mesma região.
Suporte por e-mail e telefonemas para colaboradores e serviços de acolhimento.
Recursos Necessários
-Livros infantojuvenis (mínimo: 50; ideal: 200);
-Álbuns (um por criança ou adolescente);
-Guias (um por colaborador, um por educador, cerca de 20 por abrigo, ao todo);
-Materiais gráficos (fichas de atividades plastificadas, cerca de 40);
-Materiais gráficos (caixa com papéis coloridos, cola, tesoura, purpurina, canetinha etc.).
Resultados Alcançados
Hoje são mais de 400 instituições parceiras que já participaram ou participam de formações. Até 2024, foram atendidas mais de 13.500 crianças e adolescentes, foram envolvidos mais de 1.800 profissionais dos abrigos e mais de 6.500 colaboradores voluntários, além do envolvimento das famílias acolhedoras.
Todas as crianças que participam do projeto desenvolvem uma nova e muito melhor relação com o universo literário. Como a biblioteca implementada em cada abrigo pelo Fazendo Minha História é realmente encantadora e acolhedora, através da atuação dos educadores e dos colaboradores, as crianças vão se encantando com os livros. Há crianças que diziam "detestar" ler e que, ao final do processo, relatam que adoram os livros. Os indicadores dessa mudança de comportamento são diversos: as crianças estão lendo mais e de forma autônoma, pedindo para que os adultos leiam para elas, além de seus pais encontrarem livros em diversos locais da casa, demonstrando o seu uso cotidiano.
Em relação aos álbuns, o objetivo é que cada criança tenha um livro-álbum que possa trazer os pontos mais importantes de sua vida, bem como dados sobre sua rotina, sua família, seus amigos e educadores. Temos uma ficha de avaliação desses álbuns que nos traz a qualidade do registro após seis meses de trabalho e aponta para as melhorias necessárias. Assim, ao final do processo de um ano e meio, todas as crianças têm álbuns bonitos, ricos e dos quais se orgulham. Passam a se orgulhar de si e de suas histórias a partir do produto.
Por fim, com relação ao objetivo de sensibilizar e capacitar os abrigos para o trabalho com histórias de vida e para um atendimento mais individualizado, entendemos que todos os parceiros de nossa rede apresentam avanços. As histórias podem circular de forma cuidadosa e respeitosa, elas auxiliam os educadores em seu desafio diário de compreender as demandas e necessidades de cada um.
Público atendido
Adolescentes
Adulto
Crianças
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