Objetivo
Impulsionar a transformação local, articulando lideranças, instituições locais, poder público e parceiros estratégicos, com foco na vocação do território, entendendo suas dinâmicas e objetivos, fomentando, assim, sinergias e conexões que geram ações mais contextualizadas à realidade do território e à cidadania.
Objetivos específicos
• Fortalecer vínculos comunitários e redes de apoio.
• Construir consensos e compromissos coletivos para enfrentar desigualdades.
• Multiplicar o patrimônio social, a confiança e a solidariedade no território.
• Desenvolver estratégias práticas de justiça social.
• Valorizar a pluralidade de saberes, trajetórias e culturas locais.
• Transformar conflitos em cooperação, fortalecendo a convivência pacífica.
• Garantir a presença ativa da comunidade em fóruns e espaços de participação cidadã e controle social.
Problema Solucionado
A tecnologia do Comitê Social 2.0 age sobre uma questão sistemática em qualquer comunidade com algum nível de vulnerabilidade, que é o descompasso na comunicação e na atuação articulada entre comunidade, poder público e empresas em territórios vulneráveis. A partir da construção do Comitê Social 2.0, reduz-se o isolamento das lideranças locais, a fragmentação institucional e a aplicação de recursos desconectados das reais necessidades da população.
Nessa medida, a tecnologia social se mostra especialmente eficaz em contextos com projetos de impacto territorial, investimentos sociais privados ou políticas públicas fragmentadas, ao transformar demandas dispersas em planos de desenvolvimento compartilhados, fortalecendo vínculos, promovendo protagonismo comunitário e gerando impactos mensuráveis e duradouros (Ostrom, 1990; Sen, 2000). Trata-se de uma tecnologia estruturada para favorecer o desenvolvimento social coletivo e sustentável, além de estabelecer relações de confiança entre as partes envolvidas.
Descrição
Reconhecida dentre as 100 Melhores ONGs do Brasil em 2023, contemplada com os prêmios Periferia Viva do Ministério das Cidades, Impulso de Boas Práticas no Terceiro Setor do Instituto GRPCom em 2024, e pelo MDHC com o prêmio de Experiências Exitosas Relacionadas a Projetos de Promoção Proteção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa em 2025, a CDM atua há 4 décadas na proposição, gestão e execução de projetos sociais de alto impacto, com atuação em todo o território nacional. Os projetos alinham-se aos princípios do Pacto Global e ODS da Agenda 2030. Em 2024, a CDM realizou 23 iniciativas em 86 municípios, atendendo mais de 8.000 pessoas e 67 instituições sociais.
O Comitê é uma tecnologia social que promove o protagonismo comunitário por meio da criação de espaços permanentes de escuta, diálogo e ação coletiva. Atua como ponte entre comunidades, poder público e setor privado, direcionando melhor os recursos e fomentando políticas públicas mais justas, a partir de 3 dimensões fundamentais:
a) Dimensão comunitária: Fortalece vínculos, amplia canais de diálogo e cria oportunidades de participação real, promovendo pertencimento e protagonismo dos envolvidos.
b) Dimensão institucional: Articula esforços do poder público, empresas e OSCs, reduz ruídos, qualifica a interlocução e organiza processos de tomada de decisão compartilhada.
c) Dimensão territorial: Favorece diagnósticos comuns, monitoramento de indicadores, planejamento colaborativo e desenvolvimento de agendas integradas.
Trata-se de uma tecnologia social que combina formação, diálogo estruturado e mediação comunitária, contribuindo para a consolidação de territórios mais democráticos, justos e sustentáveis, envolvendo: lideranças comunitárias, poder público, empresas locais, organizações da sociedade civil e moradores, instituições sociais e de ensino, composta de:
- processos formativos: rodas de conversa, oficinas, diálogos temáticos;
- instrumentos de escuta: diagnósticos, mapeamentos, relatos comunitários;
- mediação territorial: aproximação entre comunidade, poder público, empresas e OSCs;
- ciclos de planejamento comunitário: priorização, pactuação, execução e monitoramento;
- governança participativa: regras, papéis e responsabilidades definidas coletivamente.
A metodologia é replicável e adaptável à realidade sociocultural de cada território e orientada a criar espaços de governança contínua.
A atuação é guiada pelos seguintes princípios:
1. Escuta ativa e qualificada: Garantir que todas as vozes do território sejam reconhecidas, acolhidas e consideradas nos processos decisórios.
2. Protagonismo comunitário: Moradores são sujeitos centrais na formulação das soluções para os desafios que vivenciam.
3. Transparência e corresponsabilidade: Construção coletiva de informações, decisões partilhadas e monitoramento transparente.
4. Convergência de interesses: Integração de perspectivas diversas para a construção de agendas comuns.
5. Territorialidade: Leitura do território como organismo vivo, reconhecendo sua história, cultura e redes.
6. Educação cidadã: Processos formativos que ampliam capacidades e fortalecem a participação.
Etapas de implementação:
a) Diagnóstico Rápido Participativo
Objetivo: compreender a realidade local sob a ótica das pessoas que ali vivem, identificando potencialidades e desafios.
Atividades: oficinas participativas, mapas afetivos, identificação de lideranças e elaboração de relatório e diagnóstico.
b) Criação do Comitê Social
Objetivo: constituir o grupo representativo e intersetorial que coordenará o processo de desenvolvimento comunitário.
Atividades: reuniões de sensibilização, definição de representatividade, elaboração e assinatura de Regimento Interno e criação de Comissões Temáticas.
c) Elaboração do Plano de Desenvolvimento Local (PDL)
Objetivo: planejar ações e metas conjuntas, fomentando a compreensão das prioridades e papeis no território.
Atividades: realização de oficinas de planejamento participativo, definição de visão de futuro, metas e pactuação com parceiros.
d) Execução de ações integradas
Objetivo: Conectar os atores em prol de ações concretas, fortalecendo assim o senso de comunidade e a autoconfiança, rompendo com a crença de que nada acontece no território.
Atividades: Levantamento de parceiros, definição de papéis, planejamento logístico, execução da ação e avaliação do resultado gerado.
e) Monitoramento e comunicação comunitária
Objetivo: acompanhar e avaliar o andamento das ações do PDL, garantindo sua continuidade e evolução.
Atividades: reuniões periódicas, criação de indicadores, boletins informativos, formação de lideranças e revisão anual do plano.
O Comitê adota, de forma transversal, os princípios de igualdade de gênero, raça e diversidade geracional, assegurando representatividade e fortalecendo o protagonismo feminino e de lideranças diversas nos territórios.
Recursos Necessários
Recursos Humanos: Equipe técnica especializada e multidisciplinar (facilitadores, analistas sociais, comunicadores)
1 coordenador técnico
1 educador/facilitador de campo
1 articulador comunitário
1 assistente administrativo
1 designer ou comunicador (apoio pontual)
Representantes comunitários voluntários
Parceiros institucionais (ONGs, poder público, empresas)
A replicação exige pelo menos 2 profissionais em campo, com suporte técnico da CDM
Infraestrutura:
- Espaço físico para reuniões (salas amplas com mesas e cadeiras)
- Equipamentos multimídia
- Materiais de escritório e apoio para dinâmicas participativas
- Transporte para atividades intersetoriais e culturais
Parcerias:
- Sebrae, CRAS, escolas, conselhos municipais
- Apoio institucional de empresas privadas com empreendimentos locais
- Articulação com coletivos e movimentos sociais ONGs, poder público, empresas
Resultados Alcançados
Quantitativos (2020–2024):
. 13 Comitês Sociais 2.0 implantados em 12 territórios mineiros, sendo 3 em vigor em 2025;
. +230 reuniões realizadas.
. +2000 pessoas mobilizadas.
. +62 ações pactuadas coletivamente.
. 23 materiais produzidos (boletins, cartilhas, catálogos, e-books).
. +40 parcerias intersetoriais.
. 7 conselhos ou políticas públicas influenciadas.
Qualitativos:
. Fortalecimento do sentimento de pertencimento e escuta qualificada;
. Qualificação da comunicação entre Comunidade – empresa – poder público;
. Integração de lideranças antes isoladas;
. Criação de catálogos de produtos locais;
. Campanhas ambientais e de saúde;
. Produção e disseminação de conteúdos técnicos e populares;
. O Comitê Social 2.0 foi classificada no Prêmio Periferia Viva 2025 – Categoria Assessorias Técnicas.
Acompanhamento e monitoramento: as equipes da CDM realizam visitas técnicas, reuniões periódicas e avaliações semestrais, com base em indicadores quantitativos e qualitativos (presença, produtos gerados, impacto percebido, satisfação). Os resultados são sistematizados em relatórios anuais e planilhas de acompanhamento comunitário.
Público atendido
- Adulto
- Empreendedores
- Diretor de Escola
- Gestores Públicos
- Idosos
- Organização Não Governamental
- Trabalhadores Autônomos
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