Objetivo
A Tecnologia Social do Instituto MÃOS propõe um modelo integrado de inclusão e desenvolvimento para crianças com autismo. Une terapia, capacitação familiar e mobilização comunitária para promover autonomia, aprendizagem e cidadania. Seu objetivo final é garantir que cada criança neurodivergente tenha acesso contínuo a uma vida plena e inclusiva.
Problema Solucionado
A Tecnologia Social do Instituto MÃOS enfrenta um dos maiores desafios da inclusão no Brasil: a ausência de atendimento contínuo e humanizado para crianças com autismo em territórios vulneráveis. A maioria das famílias não tem acesso a terapias baseadas em evidências, e quando conseguem, são interrompidas após seis meses de atendimento, o que gera regressão e sofrimento. Muitas mães oram para que, caso morram, e não terem quem cuide de seus filhos,que Deus leve também seus filhos expressão de um desespero coletivo causado pela falta de políticas efetivas. O Protocolo MÃOS rompe esse ciclo ao oferecer uma metodologia integrada de terapia, treinamento parental e suporte comunitário, garantindo evolução clínica e autonomia infantil. A tecnologia transforma a dor em protagonismo: famílias antes dependentes tornam-se capacitadas, crianças voltam a aprender e a se comunicar, e a comunidade passa a enxergar o autismo com acolhimento e fé. O resultado é uma nova cultura de inclusão, sustentável e replicável em qualquer território do país.
Descrição
O Instituto MÃOS é uma organização social fundada em 2012, em Jequié/BA, com o propósito de transformar vulnerabilidade em oportunidade por meio da educação, saúde, cultura e inclusão. Surgiu de uma experiência de fé e compaixão vivida por seu fundador ao presenciar uma mãe servindo sopa feita de papelão aos filhos. Desde então, o MÃOS tornou-se referência regional em atendimento gratuito a famílias em situação de vulnerabilidade, articulando poder público, sociedade civil e voluntariado. A partir de 2014, com o aumento expressivo de diagnósticos de autismo e a ausência de políticas efetivas para o cuidado continuado, o Instituto criou o Núcleo de Autismo e Saúde Mental, que deu origem ao Protocolo MÃOS uma Tecnologia Social de Inclusão Autista que integra ciência, família e comunidade. O protocolo une três eixos: terapia baseada em evidências (ABA), treinamento parental e supervisão clínica semanal, formando um modelo inovador de atenção integral. Diferente dos serviços tradicionais e fragmentados, o MÃOS trabalha com uma visão de ecossistema: a criança, a família, a escola, a fé e a comunidade caminham juntas no processo terapêutico. Metodologia e Etapas de Implantação A implantação segue um processo participativo e estruturado, desenvolvido e testado ao longo de doze anos de atuação: Diagnóstico e escuta comunitária: Cada território é mapeado considerando vulnerabilidade, número de crianças neurodivergentes e recursos locais. A escuta com famílias e instituições é o ponto de partida da intervenção. Formação e supervisão técnica: Profissionais e familiares participam de treinamentos sobre práticas baseadas em evidências, estratégias de comunicação, manejo comportamental e construção de rotinas estruturadas. As equipes recebem supervisão clínica semanal, garantindo qualidade e alinhamento técnico. Intervenção terapêutica integrada: São realizados atendimentos individuais, combinando atividades lúdicas, funcionais e educativas, sempre com a presença ativa da família. O foco está em promover autonomia, comunicação, socialização e redução de comportamentos desafiadores. Treinamento parental e fortalecimento familiar: As famílias são protagonistas no processo. As mães aprendem a aplicar técnicas terapêuticas em casa, tornando-se co-terapeutas de seus filhos. Esse protagonismo gera empoderamento e muda profundamente sua visão de futuro. Acompanhamento escolar e comunitário – O Instituto atua junto às escolas e agentes públicos locais, sensibilizando a comunidade sobre o autismo. A inclusão passa a ser um compromisso coletivo. Avaliação de resultados e sistematização: O progresso das crianças é avaliado periodicamente. Os aprendizados alimentam o aperfeiçoamento do protocolo e a produção de materiais replicáveis, que já estão sendo transformados em um 'Manual da Tecnologia Social MÃOS." Participação e Interação Comunitária: A tecnologia é construída com a comunidade, e não apenas para ela. As famílias participam desde o planejamento até a avaliação das ações. As mães, em especial, são o coração do processo: criam vínculos entre si, compartilham experiências e ajudam novas famílias a compreender o diagnóstico e aderir ao tratamento. O mãos também mobiliza escolas, igrejas e organizações locais para garantir uma rede de apoio real. Essa articulação comunitária gerou o projeto “Ateliê Criativo”, no qual mães produzem materiais terapêuticos e artesanato, unindo geração de renda e desenvolvimento infantil. Assim, o mãos integra inclusão, empreendedorismo e saúde mental em uma mesma proposta. Evidências e Impacto: Os resultados do Protocolo mãos têm sido mensurados e reconhecidos por parceiros acadêmicos como inovador no Brasil, como o professor Dr. Lucelmo Lacerda, referência nacional em educação inclusiva, que acompanha a metodologia para publicação científica. Principais evidências e indicadores em 2025, com evolução significativa em comunicação e comportamento; Redução média comportamentos desafiadores após três meses de intervenção; Casos de possibilidade de alta clínica em menos de um ano de atendimento algo raro em serviços públicos; famílias capacitadas no treinamento parental e suporte emocional contínuo; Mais de 1.200 profissionais de 44 municípios impactados por meio do Simpósio Regional sobre Autismo promovido pelo mãos; Atuação interdisciplinar com psicólogos, neuropediatra, outros terapeutas e educadores;
Depoimentos que revelam transformação profunda: mães que antes pediam a Deus para levá-las junto aos filhos caso elas faltassem e não houvessem quem cuidasse deles, agora oram para que as crianças continuem se desenvolvendo símbolo de fé e esperança que o mãos desperta. Sustentabilidade e Replicabilidade: A metodologia já está sendo sistematizada em formato de manual replicável, com materiais de capacitação, indicadores e protocolo de acompanhamento, permitindo sua expansão para outros municípios da Bahia e do Brasil.
Recursos Necessários
A implantação de uma unidade do Protocolo MÃOS requer estrutura simples, equipe multidisciplinar e materiais acessíveis, o que permite sua replicação em diferentes contextos sociais. Equipe mínima: 1 coordenador técnico (que pode ser o psicólogo responsável), 1 psicopedagogo, 1 fisioterapeuta 1 psicológo. Essa equipe é capacitada pelo Instituto MÃOS em metodologia baseada em evidências e participa de supervisão clínica semanal, assegurando qualidade e fidelidade ao protocolo. Espaço físico: aproximadamente 150 m², com três salas de atendimento terapêutico, uma sala multifuncional para grupos e famílias, área lúdica/esportiva e um pequeno escritório administrativo. O espaço pode ser implantado em escolas, igrejas ou centros comunitários, aproveitando parcerias locais e reduzindo custos de instalação. Materiais e equipamentos: mobiliário básico, tatames, brinquedos estruturados, materiais pedagógicos e sensoriais, pranchas de comunicação, instrumentos musicais, computador, impressora e acesso à internet. Cada unidade tem capacidade para 80 a 100 crianças por ano, beneficiando cerca de 250 pessoas diretamente entre crianças e familiares. O modelo combina baixo custo, alta eficiência e engajamento comunitário, podendo ser aplicado em qualquer município com rede de apoio e equipe técnica local.
Resultados Alcançados
Os resultados mostram redução média de 60% nos comportamentos desafiadores e aumento de 45% na comunicação funcional após três meses de acompanhamento.
A taxa de adesão familiar revela confiança e pertencimento. O mãos também já promoveu 5 edições do Simpósio Regional sobre Autismo, nesse ano com mais de 1.200 profissionais de 44 municípios, disseminando o modelo para outras regiões. Os impactos qualitativos são ainda mais profundos, Famílias relatam transformações emocionais e espirituais: mães que antes oravam com medo de morrer e deixar os filhos desamparados hoje pedem a Deus que eles continuem se desenvolvendo. Crianças que não toleravam contato físico agora participam de jogos em grupo a exemplo do esporte mãos com 200 crianças no futebol, tendo o primeiro atleta selecionado para um clube brasileiro, ele tem 9 anos. O acompanhamento é contínuo, com supervisões técnicas semanais, avaliações semestral e registros de progresso individual. Os dados são sistematizados para futura publicação científica em parceria com o professor Dr. Lucelmo Lacerda, referência nacional em educação inclusiva. O Protocolo MÃOS demonstra que é possível unir ciência, amor e comunidade para transformar medo em esperança, terapia em vínculo e inclusão em realidade.
Público atendido
Crianças
Adolescentes
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