Objetivo
Essa tecnologia social propõe conectar pessoas que podem doar conhecimento com quem precisa aprender, criando uma rede colaborativa de desenvolvimento. O público final são os moradores da comunidade que buscam qualificação para o mundo de trabalho, empreendedorismo e exercício da cidadania.
Problema Solucionado
A tecnologia social foi criada para combater a exclusão do conhecimento, situação em que pessoas em comunidades vulneráveis têm acesso limitado a informações, qualificação e redes de contato essenciais para transformar sua realidade.
Ela é aplicável em contextos onde já:
- Desemprego e subemprego pela fata de qualificação prática;
- Falta de protagonismo social e participação cidadão;
- Abismo educacional, com saberes da sociedade não chegando a periferia;
- Falta de redes de apoio para o desenvolvimento do empreendedorismo e desenvolvimento pessoal.
A tecnologia atua criando pontes diretas entre esse conhecimento retido na sociedade e quem mais precisa dele.
Descrição
Metodologia e Procedimentos de Implantação: A tecnologia social da Casa Educa opera em um ciclo contínuo de quatro etapas: 1. Escuta Ativa da Comunidade: Identificação de demandas por meio de diálogo direto, pesquisas informais e observação participativa, garantindo que as atividades reflitam necessidades reais. 2. Mobilização da Rede de
Conhecimento: Atração e engajamento de "doadores de conhecimento" (voluntários, especialistas, parceiros) cujas habilidades correspondam às demandas mapeadas. 3. Execução das Oficinas e Conexões: Realização de atividades formativas (cursos, palestras, rodas de conversa) que funcionam como ponto de encontro entre o saber técnico e o saber
comunitário. 4. Avaliação e Aperfeiçoamento: Coleta sistemática de feedback dos participantes para medir satisfação, aplicabilidade do aprendizado e impactos gerados, retroalimentando o ciclo. Histórico e Interação com a Comunidade: A Casa Educa se consolidou como uma instituição de escuta e ação colaborativa. A comunidade não é vista como mera espectadora, mas como coparticipante e corresponsável pelo processo. Essa interação acontece de várias formas: ·Protagonismo na Definição da Programação: As demandas levantadas na "escuta ativa" são traduzidas diretamente em atividades. Exemplo: a oficina sobre o Plano Diretor surgiu de um debate comunitário sobre a falta de informação sobre
urbanismo. · Valorização dos Saberes Locais: Muitas atividades são cocriadas e facilitadas por líderes e especialistas da própria comunidade, fortalecendo a autoestima coletiva. · Espaços de Diálogo Horizontal: As rodas de conversa e debates são estruturados para promover a troca de experiências entre todos os presentes, rompendo a hierarquia tradicional entre "palestrante" e "plateia". Dados, Indicadores e Evidências de Impacto (Base NOV 2025): Os resultados tangíveis e relatos da comunidade comprovam a eficácia da interação e do modelo: · Capacitação e Geração de Renda: · Mais de 100 pessoas capacitadas nos cursos de Excel, Robótica, Influencer Digital e preparação para o trabalho. · Projeto As Mara: Impactou diretamente 25 mulheres com empreendedorismo e mentoria para geração de renda. · Participação Cidadã e Engajamento: · 7 oficinas sobre temas de advocacy comunitário (Plano Diretor, Orçamento, Cidadania), com média de 5 a 10 participantes por evento. · Bem-estar e Saúde Coletiva: · Atendimentos terapêuticos em parceria com a Ai Pensei, oferecendo suporte psicológico acessível. · Oficinas de saúde preventiva ("Previna-se") com alta adesão. · Evidências Qualitativas: · Depoimentos de participantes que conseguiram o primeiro emprego após os treinamentos. · Relatos de mulheres que formalizaram ou impulsionaram seus microempreendimentos após o projeto "As Mara". · Aumento da frequência em conselhos participativos municipais por membros da comunidade que passaram pelas oficinas de cidadania.
Este histórico demonstra que a metodologia da Casa Educa gera um impacto positivo e mensurável, criando um ecossistema de desenvolvimento sustentável centrado na própria comunidade.
Recursos Necessários
Recursos Necessários para Implantação da Tecnologia Social:
Pessoal:
· 1 coordenador geral
· 1 mobilizador comunitário ·
1 assistente administrativo
Infraestrutura e Equipamentos: ·
Espaço físico para atividades (próprio ou compartilhado) ·
Equipamentos
multimídia (projetor, telão, som) ·
Computadores e
tablets para oficinas ·
Kit robótica/impressora 3D (para
cursos técnicos) ·
Plataforma de comunicação com a comunidade
Observação: A tecnologia permite adaptação conforme recursos disponíveis, priorizando sempre a conexão entre pessoas e
conhecimentos.
Resultados Alcançados
1. Quantidade de Pessoas Atendidas Diretamente:·
Total de participantes únicos em atividades: 180 pessoas
Distribuição por segmento de atividades: · Cursos técnicos e profissionalizantes (Excel, Robótica, Influencer Digital): 50 participantes.
Oficinas de cidadania e políticas públicas: 40 participantes · Projetos de empreendedorismo (como "As Mara"): 25 mulheres · Rodas de conversa, palestras e debates: 50 participações (com sobreposição de públicos) · Atendimentos terapêuticos (parceria Ai Pensei): 15 pessoas 2. Resultados Quantitativos · Taxa de conclusão dos cursos: 88% (média
entre todas as formações) · Inserção no mercado de trabalho: · 30% dos participantes dos cursos de capacitação relataram
emprego formal ou geração de renda dentro de 3 meses após o término das atividades. · Empreendedorismo: · 90% das mulheres do projeto "As Mara" iniciaram ou consolidaram um microempreendimento. · Engajamento cívico: · 40% dos participantes de oficinas de políticas públicas tornaram-se multiplicadores em suas comunidades (ex.: atuação em
conselhos locais). 3. Resultados Qualitativos · Depoimentos e percepções dos participantes: · "A oficina do Plano Diretor me mostrou que posso interferir nos rumos da minha cidade." (Vinicius, 32 anos) · "O curso de Excel me deu confiança
para buscar uma promoção no trabalho." (Ricardo, 32 anos) · "O projeto 'As Mara' não só me ensinou a empreender,
mas criou uma rede de apoio entre mulheres." (Izamara) · Sentimentos mais relatados: · Aumento da autoestima; ·
Sensação de pertencimento à comunidade; · Empoderamento para exigir direitos e participar de espaços de decisão. 4.
Método de Acompanhamento O monitoramento foi realizado por meio de: · Planilhas de registro de participantes · Grupos
focais e depoimentos: Coleta de percepções subjetivas sobre mudanças na vida cotidiana.
Público atendido
Adulto
Desempregados
Empreendedores
Jovens
Mulheres
Lideranças Comunitárias
Professores do Ensino Médio
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